Memórias de um errante

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Memórias de um errante

Mensagem por John Alister em 8/1/2013, 23:01

Estou esperando a droga de um ônibus nessa estrada deserta e meu único passatempo é esse caderno velho cheio de rascunhos que fiz para ver se a minha grana daria até arranjar mais algum na próxima cidade... mas como não estou nem um pouco afim de matemática agora, quero aproveitar esse calor de 38º graus para voltar a fazer um esporte que tenho tido pouco tempo ultimamente... escrever, do jeito que esse mundo é maluco, muito provável que, quando eu ficar embalado na escrita, apareça o maldito do ônibus, mas isso não será de todo ruim.

Ficar com a minha bunda dormente nesse banco velho me faz lembrar dos dias que ficava esperando a boa vontade do diretor do orfanato me atender depois que eu fazia alguma coisa de errado, claro que eu sempre fazia, mas ficar esperando horas para resolver era parte do castigo, depois que eu conhecei a dormir enquanto esperava, ele percebeu que eu já não ligava e me "atendia" assim que eu chegava... 99% das vezes, claro que eu era culpado, mas teve uma ocasião que eu me lembro até hoje e acho que agora é um bom dia para registrar aquela cerda maluca que de certo modo mudou minha vida.

Bom, como em todo lugar tem sempre os valentões que escolhem algum coitado para bater, fazer tortura psicológica ou qualquer outro tipo de covardia que pareça legal e nesse orfanato não era diferente, existiam quatro valentões, que sempre andavam juntos, dois fortes e dois obesos, que também passavam a imagem que eram fortes e resolveram em um dia escurecido pelo diabo a passar o tempo deles com um conhecido fracote meu, Samuel Rivergray...

Começaram com piadinhas idiotas, passaram por empurrões, até chegar a socos e chutes, eu ajudava o Samuel no que dava, alias era o único naquele lugar que estava se importando, talvez porque o Samuel era um zé-ninguém ou porque algum daqueles quatro tivesse algum tipo de privilégio, sei lá...

Mas é que o fato que aqueles quatro já não estavam contentes em bater no Samuel durante o dia e revolveram assumir o turno noturno para se divertirem, a madrugada é o momento da noite ótima para se fazer coisas pesadas e tanto eu como os quatro já sabiam disso; eu estava no banheiro me drogando e eles tinham tirado o Samuel da cama a força e estavam o levando para algum canto para fazer sabe-se lá o que, na hora eu achei que iriam bater no coitado até cansar, mas depois vi que uma coisa mais pesada o que eles tinham em mente...

opa, meu ônibus chegou, continuo quando chegar no motel.

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Nunca na medida certa...
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